Vamos começar com uma pergunta que parece simples, mas derruba muita gente na hora do sinistro:
 
Quanto vale a sua casa para fins de seguro?
 
Se a sua primeira resposta foi o valor que ela está anunciada no portal de imóveis, respira fundo, porque aqui mora um dos mal-entendidos mais caros do seguro residencial.

Valor de mercado ≠ valor de reconstrução
Quando você vende a casa, está vendendo o imóvel + o terreno + a localização + a vista + o bairro valorizado. Isso é o valor de mercado.
Já o seguro residencial cobre só a edificação — ou seja, o custo de reerguer a estrutura, do alicerce ao acabamento, caso ela seja destruída. Terreno não pega fogo, não desaba e não some num temporal. Por isso, ele fica de fora da conta.
Em termos práticos:
Valor de mercado: o que o comprador paga.
Valor de reconstrução: o que o pedreiro, o material e o projeto custam para colocar tudo de pé de novo.
E os dois quase nunca são iguais.

Segurar a mais não adianta. Segurar a menos, dói.
 
O seguro funciona pelo princípio indenitário: ele te coloca de volta na situação anterior ao sinistro, sem prejuízo, mas também sem lucro.
 
Se você segurar acima do valor de reconstrução (sobresseguro): Você paga prêmio mais caro o ano inteiro, mas na hora do sinistro a seguradora indeniza apenas o prejuízo efetivamente apurado. O excedente vira dinheiro jogado fora.
 
Se você segurar abaixo do valor de reconstrução (subseguro): Aqui mora o risco mais comum. A seguradora indeniza até o Limite Máximo de Indenização (LMI) contratado na apólice — e ponto. Se a sua casa precisa de R$ 800 mil para ser reconstruída e o LMI foi contratado em R$ 400 mil, num sinistro de grandes proporções a indenização para na metade do caminho. O resto sai do seu bolso.
 
Ou seja: o teto da sua proteção é exatamente o número que está escrito na apólice. Nem um centavo a mais.

Reformou? Ampliou? Avise.
Esse é o lembrete que vale ouro: toda ampliação ou benfeitoria relevante altera o risco e o valor de reconstrução do imóvel.
Aquele puxadinho de churrasqueira, a suíte nova, a piscina, o segundo pavimento — tudo isso aumenta o que precisa ser reconstruído em caso de sinistro. Se a apólice não for atualizada, o LMI continua dimensionado para o imóvel antigo e a indenização pode não fechar a obra.
A regra de bolso é simples: mexeu na estrutura, avisa a corretora. A gente recalcula sem complicação.

Como chegar a um valor mais aproximado da realidade?
Algumas referências úteis na hora de dimensionar:
Custo por m² construído na sua região (o CUB é uma boa base).
Padrão de acabamento (simples, médio, superior ou luxo) 
Projetos e mão de obra especializada, especialmente em imóveis com arquitetura diferenciada.
Itens fixos como armários planejados, automação, painéis solares — muitas vezes esquecidos no cálculo.
E não esqueça da cobertura de conteúdo (móveis, eletros, eletrônicos): a estrutura é uma parte, o que está dentro dela é outra.
 
 
Quer uma análise rápida do seu seguro atual? Responda este e-mail ou chame a gente. Em poucos minutos conseguimos verificar se o valor segurado da sua apólice está coerente com a realidade do seu imóvel hoje.
 
 
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